Três aplicações da impressão 3D que já são realidade na medicina

Ainda que a substituição de órgãos humanos por modelos bioimpressos seja uma ideia para o futuro, há outras maneiras de usar a impressão 3D na área médica

São Paulo – A impressão 3D já é usada em algumas áreas, desde a construção de prédios até a criação de comidas. Na medicina, espera-se que, em um futuro não tão distante, ela seja utilizada para salvar as vidas de milhares de pessoas que esperam por um órgão.

Enquanto isso não acontece, algumas empresas e universidades já estão encontrando outras aplicações para a tecnologia no mundo médico. As ideias vão desde o planejamento cirúrgico até o uso de modelos para substituir os cadáveres das aulas de anatomia.

Conversamos com Felipe Marques, CEO da BioArchitects, empresa brasileira que desenha e imprime próteses, para entender essas e outras aplicações da impressão 3D na medicina. Segundo ele, irá demorar pelo menos dez anos para que modelos tridimensionais de órgãos com vascularização, como coração, sejam usados em transplantes.

Outras partes do corpo humano, como pele e cartilagem, já estão sendo desenvolvidas para transplantes em pacientes vítimas de queimaduras. Contudo, falta a aprovação de agências regulatórias para colocar o produto no mercado. Além disso, a bioimpressão também já é uma alternativa para empresas de cosméticos que não querem usar mais animais em seus testes.

Confira abaixo algumas das aplicações que já são realidade no Brasil:

Simuladores

Felipe Marques afirma em entrevista a EXAME.com que é possível imprimir modelos em 3D com tamanhos e texturas que simulam órgãos e outras parte do corpo humano. “Em alguns países, o uso de simuladores impressos em 3D para a realização de treinamentos é comum, mas no Brasil isso ainda não é tão conhecido”, explica.

Ele conta que um modelo impresso pela BioArchitects já foi útil em uma cirurgia de aneurisma abdominal. Nesse tipo de procedimento é preciso colocar uma prótese na aorta para impedir que a área lesionada se rompa. “Nós criamos um modelo/simulador para que o médico pudesse treinar a entrada pela artéria até a hora que ele precisasse posicionar a prótese”, diz o CEO.

Além disso, os simuladores podem ser usados em faculdades de medicina para complementar o material didático. Segundo Marques, o acesso a cadáveres está cada vez mais complicado. Por isso, peças tridimensionais confeccionadas em escalas e cores diversas podem ser uma alternativa.

Materiais impressos pela BioArchitects

Planejamento cirúrgico

As impressoras 3D também podem ser usadas para a criação de modelos em tamanho real que replicam órgãos e outras parte da anatomia do paciente. Assim, o médico pod